Nunca me considerei uma escritora. Mesmo quando as pessoas falavam “porra, que texto foda.” Eu sempre achava que se fosse irônica, perversa e sarcástica o bastante, eu conseguiria escrever sobre o amor e fazer as pessoas rirem das tragédias, desgraças e dos filhos da puta que aparecem na vida. E são tantos… Os filhos da puta. Já escrevi sobre sexo, sobre cama, sobre tesão, sobre nudez, sobre finais de tarde, entretanto, nunca digo que estou escrevendo sobre amor. Recentemente, enviei um dos meus contos para um amigo, nunca falo que são meus textos, se você fala que é você o autor, as pessoas vão mentir sobre como se sentem sobre o que leram. Tudo se resume as coisas que você sente, as vezes três palavras definem algo sobre você que outros mil textos não conseguiram. Dias depois o meu amigo finalmente me disse o que tinha achado sobre o conto, ele usou palavras como: intenso, profundo, misterioso, e estava até legal, até que ele disse: “quero transar com essa garota, e ver se ela sente isso mesmo. ” Senti tanta raiva… a garota era uma personagem minha, e eu não queria que ninguém transasse com ela, ou pensasse em transar com ela, muito menos duvidar dos sentimentos, senti raiva porquê era um texto sobre liberdade, sobre como uma mulher deve se sentir livre na cama, como uma mulher deve ser livre para pensar em foder um cara se ela quiser, qual o problema? Era um texto sobre insegurança, sobre essa busca constante por um conforto. O fato dele não ter compreendido o meu texto, me abalou. Isso me fez pensar sobre o porquê de eu escrever, e se realmente valia a pena continuar. Nunca fui daquelas poetas que veem coisas belas o tempo todo e escrevem em guardanapos sobre como se sentem sobre o almoço de domingo. Os textos ficam dias e dias na cabeça até que eu consigo liberta-los. As vezes liberto-os para os idiotas, os imbecis, os machistas; como esse meu amigo, não se pode escolher as pessoas certas. Demorei para entender. Um mesmo texto vai provocar centenas de reações diferentes, em pessoas diferentes, e isso não é algo que se planeja, você não planeja escrever um puta de um texto foda, para que uma puta de uma pessoa foda o leia. Aliás, não vou me desculpar por usar palavrões nos meus textos. Contei pra ele que eu era a autora do conto, ele riu e disse que podia sentir muito de mim ali, e que agora tudo fazia total sentido. E mais uma vez fiquei com raiva, eu nunca quis colocar partes de mim nos textos, não intencionalmente. Escrever é algo muito transparente, abrimos uma janela para a nossa alma e nem percebemos, e eu tive medo que as pessoas vissem coisas que eu tento esconder tão desesperadamente. Ou que não vissem nada. Ou vissem algo que não estava ali. E é por isso que nunca digo que acabei de escrever sobre amor, por medo. Aquele medinho de mostrar as fraquezas, as imperfeições, medo de mostrar os medos. É preciso muito para ser um escritor, você tem que saber receber críticas, lidar com os idiotas, lidar com as boas pessoas também, e abrir completamente sua alma quando está escrevendo. Naturalidade está em extinção, as pessoas escrevem com objetivos bem específicos hoje em dia, elas querem um público, não um público qualquer, um público que aqueça o ego, e ás vezes eu também sou assim. Peço todo santo dia, “Deus, não me permita escrever sobre quem eu não sou.” A verdade é que se você vive com máscaras, seus textos serão mascarados. Que Deus me livre de tentar copiar a Tati, O Gabito, O Bukowski. Quero encontrar minha originalidade, quero escrever algo que saiu de dentro e que toque as coisas aqui fora. Se é desastroso, irônico, perverso ou trágico, que seja verdadeiro, e que seja eu, acima de tudo.
Orquestrando. (via rituais)
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Depois de conhecer a morte, você descobre o valor que a vida tem.
Cartas dos Derrotados. (via romeuemcrise)
Meu Deus, não me deixe ficar assim sem acreditar em nada.
Tati Bernardi. (via nobroke)
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É que dá vontade de sair por aí sem rumo. Só eu, uma mochila e uns trocados. Ir, sem lugar pra chegar e nem data pra voltar.
Incognitada.  (via permanecer)
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Sou todo esse amontoado de carência perdido por aí.
Gean Carlos. (via verborizar)
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O que os olhos não veem, o coração sente.
Florejus (via verborizar)
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Uma das melhores coisas da vida é ter amigos.
Florejus (via verborizar)
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Você me trocaria até por um cigarro, e você não fuma.
Robin and Stubb.  (via nobroke)
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Te ver mais ou menos realmente me incomoda. Mais ou menos não rende papo, não faz inverno nem verão, não exige uma longa explicação. É melhor estar alegre ou estar triste, mais ou menos é a pior coisa que existe.
Gabito Nunes.  (via involuntus)
Eu sei agora, Senhor, porque Tu não dás uma resposta. Tu és a resposta. Diante da tua face as perguntas desaparecem.
C. S. Lewis. (via rituais)
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